Valente Silva Advogados

Família · Paternidade e filiação

Paternidade, filiação e socioafetividade

Reconhecimento e investigação de paternidade, ação negatória, adoção e paternidade socioafetiva.

Decisões que constituem ou modificam vínculo familiar, com efeitos sobre nome, alimentos e herança.

A primeira conversa identifica o caminho cabível em cada situação concreta.

Caminhos jurídicos

Cada situação tem ação própria.

Filiação pode ser estabelecida, contestada, complementada ou construída no afeto. O caminho depende do vínculo existente e do que se quer alcançar.

01

Reconhecimento voluntário

Pai que deseja reconhecer formalmente o filho pode fazê-lo em cartório, a qualquer tempo, sem necessidade de processo. Inclui filhos maiores de idade. Gera todos os efeitos jurídicos: nome, alimentos, herança.

02

Investigação de paternidade

Quando o pai não reconhece a filiação. A ação pode ser proposta pelo filho a qualquer tempo, é imprescritível. Recusa em fazer exame de DNA gera presunção de paternidade, conforme jurisprudência consolidada do STJ.

03

Ação negatória

Quando há dúvida fundamentada sobre a paternidade biológica registrada. Exige prova robusta — em geral, exame de DNA. A jurisprudência tem protegido o vínculo socioafetivo já formado, mesmo em caso de divergência biológica.

04

Paternidade socioafetiva

Reconhecimento jurídico do vínculo de paternidade construído na convivência, independentemente do laço biológico. Pode coexistir com a paternidade biológica (multiparentalidade), com efeitos plenos para alimentos, herança e nome.

05

Adoção

Adoção de menores via Cadastro Nacional, adoção unilateral pelo cônjuge ou companheiro do pai/mãe biológico, e adoção de maiores. Cada modalidade tem rito próprio, com etapas judiciais e avaliação técnica.

Socioafetividade

O direito brasileiro reconhece como pai quem cria, não apenas quem deu origem. E permite que ambos os vínculos coexistam.

Desde 2016, o STF admite a multiparentalidade: pai biológico e pai socioafetivo podem constar simultaneamente no registro, com efeitos plenos para nome, alimentos e herança. A formação do vínculo afetivo se prova por convivência, tratamento público de filho e construção continuada da relação.

Perguntas frequentes

Dúvidas que aparecem antes da primeira reunião.

Em quanto tempo posso ajuizar investigação de paternidade?
Não há prazo. A ação de investigação de paternidade é imprescritível e pode ser proposta pelo filho a qualquer momento da vida, inclusive após a morte do suposto pai (caso em que o processo é dirigido contra os herdeiros).
O suposto pai pode se recusar a fazer exame de DNA?
Pode, mas a recusa gera presunção de paternidade, conforme a Súmula 301 do STJ e a Lei 12.004/2009. A presunção é relativa, mas exige prova contrária forte para ser afastada. Na prática, a recusa raramente protege quem se recusa.
Reconhecimento de paternidade gera direito a herança?
Sim. Filho reconhecido (espontaneamente ou por ação judicial) tem os mesmos direitos sucessórios que qualquer outro filho. Inclui herança já em curso ou já partilhada, com possibilidade de petição de herança contra os herdeiros que receberam a mais.
É possível ter dois pais ou duas mães registrados?
Sim. O STF reconhece a multiparentalidade desde 2016. A pessoa pode ter pai biológico e pai socioafetivo registrados simultaneamente, com efeitos plenos: nome, alimentos, herança em relação a ambos. Cada caso é analisado conforme o vínculo real.
Como funciona a adoção unilateral pelo padrasto ou madrasta?
É a adoção do filho do cônjuge ou companheiro. Exige consentimento do outro pai biológico (quando há registro), salvo destituição do poder familiar por abandono, ou que o adotando seja maior de 12 anos e concorde. Mantém o vínculo com o pai/mãe biológico que segue presente.
Filho não registrado tem direito a pensão?
Tem, desde que estabelecida a filiação. Quando a paternidade ainda está em investigação, é possível pedir alimentos provisórios já no curso da ação, com base em indícios. O direito a alimentos retroage à data da citação.

Filiação produz efeitos para a vida toda.

Vale conduzir cada decisão com técnica e cuidado. Apresente o caso.